Pessoa em meio à natureza com uma lâmpada na mão contra o sol

Por ser uma dúvida comum, vamos começar respondendo de forma bem sucinta: energia renovável não é somente a solar fotovoltaica.

Existem outros meios de geração de energia elétrica usando fontes que têm como característica principal o respeito socioambiental.

No texto de hoje, vamos falar um pouco mais sobre os tipos de energias renováveis usadas na geração distribuída, quais são as mais comuns e também um pouco mais sobre a própria GD.

Tudo pronto? Então vamos juntos:

Como a geração distribuída usa a energia renovável?

A geração distribuída é um modelo de negócio em que a energia renovável gerada por usinas é enviada para a sua distribuidora local, e os créditos são aplicados direto na conta de luz, pagando dessa forma mais barato.

Veja o nosso exemplo para você entender melhor. Temos, hoje, dezenas de usinas de energia renovável operando em quatro estados brasileiros.

Essas usinas são normalmente construídas em fazendas e regiões afastadas das cidades, com o apoio de parceiros geradores.

A energia que geramos nesta região é convertida em créditos, que são enviados para a sua distribuidora. E você, com um cadastro, paga mais barato na conta de luz.

Muita gente acha que as usinas de geração distribuída são apenas as solares. Isso é um erro.

Veja as principais tecnologias de energia renovável utilizadas na geração distribuída:

Quais são as energias renováveis usadas na geração distribuída?

A geração distribuída pode ser feita com qualquer tipo de energia renovável. As mais comuns são as que vamos apresentar logo abaixo: hidrelétrica, solar e eólica.

A Lei 14.300/22, que definiu o marco legal das mini e micro usinas de geração de energia, determina no seu texto que essa geração só pode ser feita através de fontes renováveis de energia.

Por conta do texto dessa Lei, que determina que a energia gerada precisa vir de fonte renovável mas sem especificar exatamente qual a fonte, há a possibilidade de usar vários tipos de geradores – incluindo as placas fotovoltaicas e algumas outras, confira abaixo:

1 – Hidrelétricas

As usinas hidrelétricas são as principais fontes de energia renovável no país, sendo construídas muito antes de se falar sobre geração distribuída.

A partir de 1997, com o fim do monopólio do Estado no setor elétrico, começaram a surgir usinas pequenas para gerar créditos de energia: as chamadas PCHs (Pequenas Hidrelétricas) e CGHs (Centrais Geradoras Hidrelétricas).

As Pequenas Centrais Hidrelétricas (PCHs), são usinas com tamanho reduzido – até 13km² de área de reservatório – e potência instalada de até 30MW, de acordo com classificação da Agência Nacional de Energia Elétrica.

Já as Centrais Geradoras Hidrelétricas, são usinas ainda menores que as PCHs, com potência instalada inferior a 5MW.

Ambos modelos são importantes para a GD, pois oferecem a possibilidade de gerar energia com o baixo impacto ambiental e social, contornando os maiores problemas que acompanham as hidrelétricas de grande potência.

💦 Confira todas as PCHs e CGHs da Hy Brazil, nosso gerador de energia.

2 – Energia solar fotovoltaica

Placas solares fotovoltaicas instaladas em um campo aberto.

A energia renovável produzida através de placas solares com certeza é a mais conhecida.

Sua instalação pode ser feita em qualquer lugar – inclusive no telhado de casas em regiões metropolitanas. Seu maior problema, porém, é em relação ao espaço necessário para gerar uma quantidade satisfatória de energia.

Um painel solar, por exemplo, produz algo em torno de 0,27 kW a 0,50 kW a depender da sua potência. O exemplo que mostramos no último tópico, de 30 MW de energia, iria requerer um espaço físico muito grande.

Sem contar que, para mensurar a energia gerada por placas solares, precisamos também levar em consideração a área instalada, taxa de irradiação e incidência solar.

Fator que, aqui no Brasil, podemos compensar com o clima e nossas dimensões continentais. E é o que vimos com o último Panorama da Energia Solar no Brasil e no mundo da ABSOLAR, com o crescimento exponencial de potência instalada de fonte solar que em 2021 alcançou 14.000 MW e em 2022 ultrapassou os 24.000 MW, sendo mais de 16.000 MW de geração distribuída.

Confira outras informações no infográfico completo:

Infográfico da ABSOLAR com dados sobre a geração de energia solar no Brasil.
Fonte: ABSOLAR

3 – Energia eólica

Torres de energia eólica instaladas em um campo aberto.

A energia eólica é aquela gerada através de torres que captam a energia cinética dos ventos e as transformam em energia elétrica.

A geração distribuída também utiliza bastante desse tipo de energia renovável. As usinas eólicas levam em conta o fator de capacidade, algo que elas compartilham com as placas fotovoltaicas, que possuem capacidade de geração de energia limitada por algumas questões, como área de instalação, taxa de irradiação e incidência solar.

Ou seja, o fator de capacidade é a razão entre a energia produzida com a capacidade de produção da usina. A energia eólica precisa de vento para funcionar. Assim como a solar precisa do sol.

Por conta disso, seu fator de capacidade raramente atinge o aproveitamento completo. É claro que a engenharia das torres e das placas solares trabalham para compensar essa questão, além da quantidade de equipamentos instalados.

Na geração distribuída, o cliente escolhe qual energia renovável vai receber?

Paisagem com postes de linhas de energia e ao fundo o pôr do sol.

Não é necessário escolher qual será o tipo de energia renovável quando você faz um cadastro para receber os créditos.

Como mencionamos, a Lei do marco regulatório de micro e mini geração de energia apenas estipula que a energia gerada precisa ser renovável.

Por conta disso, você vai receber os créditos independente da fonte de energia renovável escolhida, podendo ser fotovoltaica, eólica, biomassa, entre outras.

Agora que já conversamos sobre como a energia renovável não é só a fotovoltaica, e a fotovoltaica não é a única usada na geração distribuída, temos mais um convite antes de terminar o texto.

Nós falamos bastante sobre a geração distribuída, no entanto, devido ao espaço reduzido, não é possível entrar em mais detalhes. Temos um outro texto que aprofunda bem mais no assunto.

Vamos continuar essa conversa? Saiba mais sobre como funciona a geração distribuída no próximo texto.

Obrigado pela leitura e até a próxima!

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